Quarta, 02 de Dezembro de 2020
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Médica denuncia condições do Hospital de Campanha do Maracanã e pede demissão após primeiro plantão

Ela pediu demissão por conta da falta de estrutura da unidade para tratar os pacientes diagnosticados com o novo coronavírus.

24/05/2020 17h51
Por: Pedro Lima Fonte: Extra
 Hospital de Campanha do Maracanã é administrado pela Organização Social Iabas, que nega a falta de medicamentos na unidade Foto: Divulgação
Hospital de Campanha do Maracanã é administrado pela Organização Social Iabas, que nega a falta de medicamentos na unidade Foto: Divulgação

Uma médica pediu demissão após seu primeiro plantão no Hospital de Campanha do Maracanã por conta da falta de estrutura da unidade para tratar os pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. A anestesista Priscila Eisembert disse ao RJTV que o hospital não tinha exames e medicamentos básicos, como sedativos utilizados para a ventilação dos pacientes. Priscila conta que teve problemas para atender todos os pacientes durante o plantão, justamente porque faltavam os medicamentos necessários para tratá-los.

- Não tinha midazolan e fentanil. São sedativos. O paciente precisa tá acoplado à ventilação mecânica e eles precisam estar bem sedados. Se não a gente não consegue usar o ventilador. Se não estiver sedado, além de ele brigar com o ventilador, a gente não consegue botar os parâmetros ideais no ventilador. E em termos emocionais também é muito ruim porque o paciente acaba tendo consciência. (...) E a gente não tinha nenhum betabloqueador, que a medicação que eu precisava fazer pra ele - disse a anestesista ao RJTV.

Ainda segundo Priscila Eisembert, que trabalha no Sistema Único de Saúde há 10 anos, não haviam exames laboratoriais no hospital do Maracanã e os pacientes estavam há mais de dois dias sem fazer exame de sangue. Priscila diz que viu duas pessoas com Covid-19 morrerem durante seu plantão e que a falta de insumos pode ter contribuído para a morte desses pacientes.

- Tem muito profissional querendo trabalhar (...) mas infelizmente não dá pra ter estômago pra ver essa atrocidade. O médico, infelizmente, não faz milagre. Ele precisa ter o mínimo pra trabalhar. Aquilo é um CTI de fachada. Não tem nem o mínimo de um CTI - contou a médica.

A Secretaria de Saúde reconheceu a necessidade de medicamentos no Hospital de Campanha do Maracanã e eclareceu que vem notificando a Organização Social Iabas, responsável pela unidade, para que a mesma cumpra as determinações do contrato. O Iabas, por sua vez, informou que o desabastecimento não afetou o atendimento aos pacientes internados.

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