Política Impeachment

Tentando impedir o impeachment, Witzel exonera secretário Lucas Tristão

Tristão é desafeto de deputados e decisão é vista como tentativa de barrar o processo de impeachment na Alerj. Já são 10 pedidos de impedimento contra o governador.

03/06/2020 13h28
Por: Redação - Noticiário do Rio
Reprodução/ Internet
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O governador Wilson Witzel exonerou, nesta quarta-feira (3), o secretário Lucas Tristão, do Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais. A publicação ocorreu no fim da manhã no Diário Oficial.

 

Tristão é apontado como um dos principais desafetos do governo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que já tem dez pedidos de impeachment contra o governador.

 

A exoneração é vista como uma tentativa de barrar o processo de impeachment, um dia após o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), fazer duras críticas ao governador na reunião do colégio de líderes.

O deputado estadual Chicão Bulhões é autor de um dos pedido de impedimento. Para ele, Witzel tenta melhorar a situação com o Parlamento, mas os motivos para o impeachment continuam.

 

"Isso, certamente, foi alguma orientação que o governador recebeu para que a exoneração do Tristão o fizesse se livrar do processo, mas acredito que a Mesa Diretora deve levar adiante os pedidos para votar", diz ele. "O Tristão sempre tratou a Casa como uma inconveniência, algo secundário."

 

 

O presidente da Casa afirma que o governo tentou enfraquecer o Legislativo, oferecendo cargos no Poder Executivo, e se ofendeu com frases atribuídas a Tristão em uma reunião no Palácio Guanabara, sede do governo.

 

"Os comentários que se faziam no Palácio, com os deputados aqui presentes, eram de que 'deputado é igual jujuba, qualquer esquina você pode comprar' e 'que deputado na hora da votação vai parar o carro forte na Assembleia'.

 

Tristão é o sexto secretário demitido em meio à crise no governo estadual. Os outros são: Edmar Santos, André Moura, Luiz Claudio, Marcus Vinicius, Jorge Gonçalves da Silva.

 

Dossiê e espionagem

Em outra frente, Tristão já tinha se desgastado com a Casa, suspeito de encomendar dossiê e espionagem contra os deputados. A Alerj pediu que o Ministério Público e a Polícia Federal investigassem o caso.

 

"Ele (Tristão) falou, tenho testemunha, que tinha dossiê contra os 70 deputados. E vamos mandar remeter também pro Ministério Público", disse Ceciliano à época.

 

Também na ocasião, o então líder do Governo na Casa, Márcio Pacheco, desmentiu. "Não há nenhuma ação de escuta", afirmou.

 

Depois da Operação Placebo, que fez buscas na residência oficial do governador, Pacheco deixou o posto de líder do governo. Ele também fez críticas ao modo como o governador tem conduzido a negociação com a Casa.

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