Sábado, 05 de Dezembro de 2020
Política Eleição

Paes diz que ação de busca contra ele é 'tentativa clara de interferência no processo eleitoral'

A pouco mais de dois meses das eleições municipais, juiz torna ex-prefeito réu na Justiça Eleitoral

08/09/2020 14h48
Por: Redação - Noticiário do Rio
(Reprodução/ Internet)
(Reprodução/ Internet)

O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM) classificou uma operação de busca e apreensão cumprida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na casa dele na manhã desta terça-feira como uma "tentativa clara de interferência do processo eleitoral ". A ação aconteceu um pouco mais de dois meses do primeiro turno das notificações municipais, marcado para 15 de novembro. Paes teve sua candidatura oficializada na semana passada à Prefeitura do Rio pelo partido Democratas.

"Às vésperas das alterações para a Prefeitura, Eduardo Paes está indignado que foi alvo de uma ação de busca e apreensão numa tentativa clara de interferência do processo eleitoral - da mesma forma que ocorreu em 2018 nas alterações para o governo do Estado", diz Paes em nota.

O mandado de busca e apreensão contra Paes foi expedido pelo juiz Flávio Itabaiana Nicolau, que aceitou a denúncia contra Paes e outros quatro investigados pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) junto à 204ª Zona Eleitoral. Eles são suspeitos dos crimes de corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Paes afirma ainda que não teve acesso aos termos da denúncia apresentada pelo MP-RJ.

A denúncia do MP-RJ sustenta que os critérios de publicação da Odebrecht aproximadamente R $ 10,8 milhões para financiar sua campanha de reeleição em 2012 por meio de caixa 2. Além do ex-prefeito, foram denunciados pelo deputado federal Pedro Paulo e os empresários Benedicto Barbosa da Silva Junior, Leandro Andrade Azevedo, o marqueteiro Renato Pereira e Eduardo Bandeira Villela ligados à agência de publicidade Prole.

Para os procuradores, o deputado Pedro Paulo, que era o coordenador da campanha à época, "encarregou-se de gerenciar o recebimento da vantagem indevida, especificando uma forma como seria destinada e exigindo os responsáveis ​​por sua arrecadação".

A denúncia é um desmembramento de uma investigação instaurado em abril de 2017 no Supremo Tribunal Federal (STF) para apuração dos crimes de corrupção e corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, supostamente praticados nas campanhas eleitorais de 2010, 2012 e 2014 , por Paes e Pedro Paulo, com base nas delações de executivos da Odebrecht.

O MP afirma que além das delações, a prática dos crimes é confirmada por "grande volume de provas de fontes independentes" como guias de transporte de valores e declarações de cinco funcionários da transportadora de valores Trans-Expert que confirmado como entregas de dinheiro em espécie realizada pela Odebrecht à agência de publicidade Prole, responsável pela campanha de Paes em 2012.

Mesmo com aceitação da denúncia, ele não terá impedimentos para disputar a eleição uma vez que não possui condenação neste processo.

Fonte: O Globo

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