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MP denuncia seis pessoas pela morte de João Alberto em supermercado de Porto Alegre

Se a Justiça aceitar a denúncia, eles viram réus por homicídio triplamente qualificado. Assassinato de cidadão negro no Carrefour Passo D'Areia completa um mês neste sábado (19).

17/12/2020 13h16 Atualizada há 1 mês
Por: Matheus Carlos de Andrade Fonte: G1
Reprodução da Internet
Reprodução da Internet

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou, nesta quinta-feira (17), seis pessoas pela morte de João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro que foi morto após ser espancado no supermercado Carrefour Passo D'Areia, em Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra. Se a Justiça aceitar a denúncia, eles viram réus (leia mais abaixo).

Os seguranças acusados das agressões, Giovane Gaspar da Silva e Magno Braz Borge, e quatro funcionários do supermercado, Adriana Alves Dutra, Paulo Francisco da Silva, Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende, vão responder por homicídio triplamente qualificado com dolo eventual (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima). O MP incluiu ainda o racismo como forma da qualificação por motivo torpe.

Relembre o caso:

Em 19 de novembro, véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto Freitas, de 40 anos, foi espancado e morto por dois seguranças brancos no estacionamento de uma unidade do supermercado Carrefour, em Porto Alegre.

Ele teria se desentendido com uma funcionária. Em depoimento à polícia, a mulher disse que ele "parecia estar furioso com alguma coisa". Segundo ela, dias antes do crime, João Beto havia ido ao mesmo supermercado parecendo embriagado e sem máscara.

O ex-PM temporário Giovane e Magno, que também era segurança terceirizado, e uma fiscal acompanharam Beto até a saída da loja. Na porta para garagem, João Beto dá um soco em Giovane. Os dois seguranças espancaram João Beto. A ação é gravada por motoboys.

Uma testemunha, cliente do mercado, disse que alertou sobre sinais de asfixia. A mulher de João Beto contou à polícia que ele pediu ajuda, mas ela foi empurrada por um dos agressores.

O SAMU chegou para atendê-lo, mas João Beto já estava morto. Giovane e Magno foram presos em flagrante.

Indiciamento e prisões:

A Polícia Civil já havia indiciado as mesmas seis pessoas, mas o MP ainda não havia feito denúncia. De acordo com o inquérito, os depoimentos mostraram que houve indiferença dos funcionários vinculados ao Carrefour e à empresa de segurança Vector quanto às ações que cometiam contra a vítima.

Para a polícia, além dos dois agressores, os outros quatro indiciados contribuíram para a morte por manterem os populares e a esposa da vítima afastados, inviabilizando qualquer ajuda à vítima.

De acordo com necropsia feita pelos legistas do Departamento Médico Legal, a vítima foi morta por asfixia.

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